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Antes dos Mouros

  • João Paulo Guma
  • 26 de out. de 2006
  • 2 min de leitura

Quando Luís Felipe Scolari assumiu a Seleção Portuguesa, discutiu-se muito acerca da contratação de um estrangeiro, mesmo sendo campeão mundial, em detrimento a um profissional português em ascensão, José Mourinho, até então desconhecido em proporções mundiais que tinha recém conquistado o título português pelo Porto naquele ano. Uns achavam um absurdo, já o considerando um dos melhores treinadores do mundo, já outros já consideravam estar trazendo o melhor de todos, o atual campeão mundial, coisa que nenhum português foi até hoje! O que importa é que a escolha foi feita e cada um foi feliz representando Portugal de formas diferentes.


Enquanto Mourinho era campeão da Uefa Champions League com o Porto, Scolari levava a Seleção Lusa ao inédito vice-campeonato europeu. Logo após veio para Mourinho a transferência para o novo rico Chelsea e o reconhecimento de sua inteligência e capacidade. Felipão ainda por cima conseguiu o quarto lugar na Copa do Mundo da Alemanha e entre mortos e feridos, salvaram-se todos. Dando mais atenção ao trabalho de José Mourinho, vejo nas equipes dele não só uma postura tática que me agrada como também uma entrega dentro de campo que reflete um ótimo motivador, um exímio leitor de jogo, além de saber indicar muito bem os atletas. Hoje na partida contra o Barcelona, viu-se uma entrega até o fim da partida e a vitória suada sendo comemorada como uma classificação à final, além de uma leitura em relação às falhas do treinador catalão no segundo tempo quando o lado esquerdo da defesa ficou deserta e foi onde Shevchenko e logo após Robben se posicionaram, obedecendo as ordens de Mou. Os defeitos de Mourinho coincidentemente convergem aos mesmos de Scolari, o "fino trato" com a imprensa é um deles. Assim como Felipão, Mourinho se envolve em algumas polêmicas através, com ou graças à imprensa. Nada que vá manchar seu posto de melhor treinador da atualidade. Se formos procurar no dicionário, um dos significados para “mouro” é “aquele que muito trabalha, que se cansa”, e essa deve ser a filosofia de trabalho de um treinador que quer conquistar seu espaço, seja ele nacional ou internacional. Que antes dos mouros, venham os Mourinhos.

 
 
 

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