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A "Missão Guardiola" e o "Exemplo Magnano"

  • João Paulo Guma
  • 26 de nov. de 2012
  • 2 min de leitura

Depois da queda de Mano Menezes, muito já se discutiu acerca dos pretendentes ao posto na Seleção. Nomes como Felipão, Muricy Ramalho e Tite apareceram em destaque nos noticiários. Mas seriam eles os ideais para dar um choque de inércia no atual apagão técnico/tático em que o futebol brasileiro vive?


Algumas campanhas, na imprensa e em redes sociais, pedem pela contratação do ex-treinador do Barcelona, Pep Guardiola, que está nos EUA em seu período sabático. O próprio treinador, ao saber da demissão de Mano, disse, segundo fonte confiável: “a única equipe do mundo que eu começaria a treinar amanhã é a Seleção Brasileira. E serei campeão do mundo com o Brasil”.


Sou completamente favorável à contratação de Guardiola. Sua inserção no núcleo do futebol brasileiro não seria para buscar necessariamente o novo, mas para retomar e modernizar nossa própria escola, aquilo que é a origem da visão do próprio Pep do que é o futebol bem jogado. Como ele mesmo disse, após a vitória do Barcelona contra o Santos no Mundial de Clubes da FIFA, que procurava fazer o time mostrar um jogo de posse de bola, que espelhava o que seu avô dizia que era o futebol brasileiro.


Além disso, há anos estamos extremamente acomodados com a forma como o futebol brasileiro vem sendo praticado e gerido, que implica na queda da qualidade e do interesse dos torcedores. Guardiola poderia, ao potencializar a atenção do mundo para a Seleção e para o futebol jogado em nosso território, influenciar uma mudança de postura dos próprios gestores, treinadores e atletas brasileiros. Consequentemente, nos torcedores.


Alguém pode ser contra a possibilidade de ter a Seleção comandada por treinador estrangeiro. Algo que ameace o patriotismo de chuteiras que supostamente existe no Brasil. Babaquice. Apesar de seleções como a alemã, a italiana e a espanhola nunca terem buscado fora do país treinadores para assumir seus respectivos comandos, campeões do mundo como França, Inglaterra e Uruguai já contrataram treinadores estrangeiros. Até mesmo a Argentina, em 1934, com o italiano Felice Pascucci já o fez.


E da própria Argentina é que vem o maior exemplo de sucesso de um profissional estrangeiro obteve êxito dirigindo uma Seleção Brasileira. No caso, a de basquete. Rubén Magnano, que havia sido campeão olímpico pelos nossos hermanos, assumiu o até então decadente time do Brasil e deu uma nova cara, uma nova moral e significado para aquela que já foi uma das mais respeitadas do mundo. Hoje o basquete brasileiro retomou sua posição.


Um plágio do roteiro escrito por Magnano não seria improvável. O Brasil está na pior posição do ranking Fifa de sua história e precisa de um nome de impacto. Se o Brasil quer voltar a ser a melhor seleção, não há caminho mais indicado do que começar contratando o melhor treinador. Guardiola quer, só falta o Marín querer e nossos provincianos quererem também.

 
 
 

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