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Manual de como ser o pior prefeito da história

  • João Paulo Guma
  • 28 de dez. de 2012
  • 2 min de leitura

1 – Seja arrogante. Arrogância impõe respeito. Este é o mandamento inicial.


2 – Centralize. Você é que foi eleito, não os seus assessores, secretários, comissionados ou prestadoras de serviços sexuais. Você é que será julgado pelo povo. Não que você deva ligar para esse julgamento.


3 – Ser humano? Não caia nessa balela pseudo humanista. Não ligue para eles. Ou eles obedecem ou são descartados. Não importam os serviços prestados, muito menos a competência óbvia. Inclusive, se for competente demais pode ser um concorrente. Elimine-o.


4 – Não dialogue com o seu partido, muito menos com a base aliada. Faça de tudo para abrir precedentes que o levem a ser considerado um pequeno ditador.


5 – O povo? Não importa o que ele diz. Você foi eleito por eles, mas não quer dizer que deve governar para eles. Onde está a sua personalidade? No ano de eleições é só inaugurar duas ou três obras e tudo certo. Você será o Pedrão do Povo novamente.


6 – Não se preocupe em saber delegar funções. Você tem que “pagar” os votos que recebeu, não é?


7 – Aja como se a cidade fosse uma ilha, principalmente se ela realmente for. Deixe ela isolada dos municípios vizinhos e crie a sensação de que ela não tem nenhuma necessidade de fazer parcerias. Transforme a cidade num principado, se for possível.


8 – Se você venceu uma eleição sendo a continuação de uma gestão aprovada pelo povo, avançar pra quê? Se diferenciar pra quê? Não se arrisque, principalmente se o seu primeiro nome for o mesmo do último prefeito. Daqui que o povo perceba que o “José” que é o atual prefeito não é aquele que achava que a grande obra é cuidar das pessoas.


9 – Venda a cidade para quem der mais. Quanto mais próximo ao fim do mandato, melhor. Estética? História? Isso é coisa pra viadinho do CAC ou cheira-cola suicida do CFCH. Como uma cidade pode avançar sem alguém muito rico lucrando? Espaços de lazer? Isso é uma cidade ou um parque de diversões? O povo tem é que trabalhar! Construir edifícios e shoppings, não importa se em condições desumanas, é um emprego, não é? Quem sabe se, de lambuja, não sobra um lugarzinho como vigia ou porteiro?


10 – Acima de tudo, não se apegue aos processos éticos. Ética só atrapalha a política. Ninguém vai lembrar de você por fazer uma falcatrua. Nas placas de inauguração vão estar os links para as reportagens que retratam a sua total falta de caráter? Realiza, homem! A nossa bosta, é a gente que faz!

 
 
 

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