Carta à campeã
- João Paulo Guma
- 29 de set. de 2013
- 1 min de leitura

Eita, menina… saí de frente da tv pra não te dar azar.
A prejudiquei Sarah na segunda, tirei o título da Érika na terça. Hoje não, hoje tinha de ser teu dia. Ouvi a luta da cozinha. Fui cortar cebolas.
Chorei por você, chorei pelas cebolas, fiz uma macarronada e postei no Instagram. Logo depois da tua foto, chorando, no tatame, o choro dos campeões.
Imagino como deve ter sido. Já estive lá, querida. Não num mundial, mas no tatame, suando, aprendendo, perdendo…
Nunca representei meu país, apenas meu estado. Mas como sempre gostei mais do hino de Pernambuco que o do Brasil, nunca tive problemas com isso.
O judô despertou o melhor que há em mim, tal como em você. No mundo, você é agora a melhor do melhor que o Judô pode despertar.
Juro que só ouvirei suas lutas a partir de agora. Na cozinha, cortando cebolas.








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