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Santa Cruz: quando o coletivo supera o individual

  • João Paulo Guma
  • 1 de dez. de 2013
  • 1 min de leitura

O Santa Cruz vence seu primeiro título nacional. Mas essa história poderia não ter um final feliz, se não fosse o técnico Vica.


É importante lembrar: o Santa estava flertando com o rebaixamento, quando era comandado pela dupla Sandro Barbosa/Dênis Marques.


Sim, Sandro Barbosa, mesmo que quisesse, não poderia sacar Dênis Marques da equipe. Já não era bem visto pela torcida, não colocando o ídolo da equipe para jogar, então…


Com a chegada de Vica no Arruda, chegou também a tão importante meritocracia no futebol. Ninguém mais jogaria pelo que fez, mas pelo que demonstrava ser capaz de fazer.


Entre viagens inexplicáveis a Maceió, faltas e atrasos nos treinos e seca de gols, Dênis Marques perdeu espaço. Tentou fazer o mesmo que já havia feito na época de Marcelo Martelotte: queimar o treinador.


Vica, porém, tinha o que Marcelo não possuía na época: coragem para barrar o ídolo e uma opção no banco, André Dias.


O resultado é o que vimos. O Santa subiu de produção, foi líder de sua chave na primeira fase, conseguiu o acesso e o título. Tudo isso focando num futebol coletivo, com ídolos casuais, como Caça-Rato e Dedé, que hoje foi o melhor jogador em campo. Um volante que segurou a onda defensivamente, fez um gol e deu uma assistência.


O segredo do sucesso de Vica é ter percebido que no Santa Cruz nenhum jogador é mais importante do que o grupo, exceto o 12º.

 
 
 

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