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O fim dos apelidos no futebol brasileiro

  • João Paulo Guma
  • 4 de jan. de 2015
  • 3 min de leitura

Pelés, Garrinchas e Zicos… vocês estão em extinção no futebol brasileiro!


Não falo dentro de campo, em termos de técnica, habilidade e inteligência tática… isso já aconteceu e é óbvio.

Me refiro aos apelidos, um dos diferenciais mais bacanas do nosso futebol.


“Isso não é nome de jogador, com esse nome ele nunca vai vingar”, é o que dizem os imbecis que gerem as carreiras dos jogadores brasileiros e tentam pasteurizar o nosso futebol.


Talvez tenha sido isso que disse algum diretor do São Paulo ao transformar o simpático “Foguete” no caretíssimo “Wellington Cabral”.


Aí sou eu que digo: isso não é nome de jogador, é nome de radialista!


Me pergunto: eu gostaria tanto de futebol se não fossem os Vampetas, Violas, Dungas da vida?


Minha filha terá a paixão pelo esporte sem os Kukis, Pikachus, Caça-Ratos?


O empresário de Caça-Rato, por sinal, tentou transformá-lo no insosso “Flávio Recife”, tentativa que não resistiu ao grito da Nação Coral: “Aaahh, é Caça-Ratôôô!”


Estão tentando assassinar o folclore do futebol brasileiro.


Em protesto, um Memorial do Apelido, nomes que ouvi e que marcaram minha paixão pelo futebol:


• Açougueiro – Clóvis Pinheiro dos Santos, jogador do Náutico na década de 1960; • Alex Créu – Alexandro da Silva Batista, do Clube Náutico Capibaribe; • Bacalhau – Jerônimo Cacau, jogador do Sport Club do Recife; • Barata – André Barata, jogador do Araripina Futebol Clube, PE • Betão – Roberto Taylor Santos Neves, jogador do Sport; • Biro-Biro – Antonio José da Silva Filho, jogador do Sport; • Bizu – Cláudio Tavares Gonçalves, jogador do Náutico; • Branquinho – Wellington Clayton Gonçalves dos Santos, jogador do América; • Cabeção – Assis Paraense, jogador do Sport Club do Recife; • Carlinhos Bala – José Carlos da Silva, que jogou no Náutico, Santa Cruz e Sport; • Coruja – Assis Paraíba, jogador do Sport; • Dadá Maravilha– Dario José dos Santos, jogador do Sport na década de 1970; • Felipe Espada – Felipe Nunes Fernandes, jogador do Central Esporte Clube, de Caruaru e Ypiranga Futebol Clube -PE; • Flávio Caça-Rato – Flávio Augusto do Nascimento, jogador do Santa Cruz; • Grafite – Edinaldo Batista Libânio, atacante do Santa Cruz; • Idi Amin – Alvimar Eustáquio de Oliveira, o Mazinho, jogador do Santa Cruz; • João Cobrinha – Nunes (João Batista Nunes de Oliveira, jogador do Santa Cruz; • Juca Show – José Aparecido da Conceição, jogador do Náutico na década de 1970; • Kuki – Silvio Luiz Borba da Silva, jogador do Náutico • Lacraia – Teófilo B. de Carvalho, jogador do Santa Cruz; • Lanzoninho – João Lanzone Neto, jogador do Santa Cruz; • Luciano Coalhada – Luciano Jorge Veloso, jogador do Santa Cruz; • Lúcio Surubim – Lúcio Jorge da Silva Rego, jogador do Náutico; • Magrão – Alessandro Beti Rosa, goleiro do Sport Club do Recife; • Manga (goleiro)- Hailton Correa de Arruda; • Manoelzinho – Manoel Monteiro de Arruda, jogador do Sport; • Pitota – Alcindo Wanderley, jogador do Santa Cruz; • Queixada– Ademir Marques de Menezes, jogador famoso revelado pelo Sport; • Roberto Coração de Leão – Roberto Almeida Nascimento, jogador do Sport; • Sérgio China – Sérgio Ricardo Figueiredo, jogador do Santa Cruz; • Somália– Wanderson de Paula Sabino, jogador do Náutico; • Vassoura – Williams Oliveira do Nascimento, jogador do Vera Cruz Futebol Clube, de Vitória de Santo Antão; • Vavá – Edvaldo Izídio Neto, também conhecido como Peito de aço;


* Edição para uma menção honrosa musicada: Mauro Shampoo – Mauro Texeira Thorpe, jogador do Íbis, cabeleireiro e homem:



 
 
 

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