Parma, futebol italiano e um 7x1 diluído em duas Copas do Mundo
- João Paulo Guma
- 21 de fev. de 2015
- 2 min de leitura

Foi graças a Sílvio Lancellotti, Silvio Luiz e os finados Giovanni Bruno e Luciano do Valle, na Rede Bandeirantes, que me apaixonei pelo futebol italiano no início dos anos 90.
Dentre tantos times que simpatizava, lá estava o poderoso FC Parma, com o imponente patrocinador que fazia da Sociedade Esportiva Palmeiras uma verdadeira máquina e anos depois viria estampar a camisa do meu clube de coração, o Santa Cruz FC por uma temporada.
Tal como o meu Santinha desceu ladeira abaixo há alguns anos, a equipe da Emília-Romanha chegou hoje ao fundo do poço, só que com requintes ainda mais severos de crueldade.
A equipe – vencedora da Copa Italia em 1991/92, 1998/99 e 2001/02; da Supercopa da Itália em 1999; Copa da UEFA em 1994/1995, 1998/1999 Recopa e Supercopa Européia em 1993 – decretou falência e não só perderá todos os jogos desta temporada da Serie A TIM por 3-0, como será despromovida ao escalão mais baixo do Calcio. Disputará as ligas amadoras enquanto se reestrutura financeiramente.
É um fim melancólico para uma equipe que teve goleiros como Gianluigi Buffon e Cláudio Taffarel, laterais como Lilian Thuram, Zé Maria e Júnior, zagueiros como Fabio Cannavaro, Luigi Apolloni, Antonio Benarrivo, Fernando Couto e Roberto Néstor Sensini, volantes como Dino Baggio, Diego Fuser e Juan Sebastián Verón, meias como Ariel Ortega, Sérgio Conceição, Alex e Giuseppe Rossi, além de atacantes da estirpe de Gianfranco Zola, Hristo Stoichkov, Hernán Crespo, Marco Di Vaio e Alberto Gilardino.
É um retrato, porém, do que é hoje o futebol italiano, com uma Nazionale Italiana di Calcio – a Confederação Brasileira de Futebol de lá – inerte diante do sucateamento daquela que foi a liga mais importante do mundo e de uma seleção que foi eliminada na fase de grupos da FIFA World Cup por duas edições seguidas. É uma espécie de 7×1 à italiana, com jeitinho, diluído em duas Copas.








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