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Vai dar Juve!

  • João Paulo Guma
  • 3 de jun. de 2015
  • 2 min de leitura

Não, estou longe de estar maluco. Preguiçoso sim, maluco nunca!


Lembram daquela história do exato antifutebol que vitimou a Espanha contra a Holanda e vitimaria a Alemanha caso enfrentasse em algum momento a Itália na Copa do Mundo? Pois bem…


O Barça é o melhor time? Óbvio! Como já disse, sou preguiçoso, não louco.


Como a Juve pode ser campeã européia? Só há um jeito – e nisso não estarei adicionando novidade alguma – que é jogar inteligentemente por uma bola.


Mas como seria jogar inteligentemente?


Primeiro, inverter o posicionamento Pirlo-Vidal, fazer com que o chileno bata de frente com Iniesta tendo ao seu lado Pogba na proteção da zaga. Marchisio jogando um pouco mais pelo lado esquerdo, com óbvias preocupações defensivas com as subidas de Daniel Alves, enquanto Pirlo poderia ter um pouco mais de liberdade para cadenciar o jogo quando necessário ou acelerar, ora dando o último passe, ora acionando Tévez ou Morata nos contra-ataques.


Morata, por sinal, tem que procurar a marcação de Mascherano, enquanto Tévez tem que se movimentar, principalmente na zona de Piqué. A dupla de ataque da Juventus explora exatamente o ponto fraco da dupla de zaga catalã. Nunca Piqué ganhará na velocidade para Tévez e nunca Mascherano vencerá Morata nas disputas pelo alto.


A presença de Pirlo mais a frente dificultaria também o poder de marcação de Busquets, que é especialista nas coberturas, mas tem dificuldade com meias que livram-se rapidamente da bola.


Mas como parar o tridente Neymar-Messi-Suaréz?


Guardadas as devidas proporções, a Internazionale fez coisa muito parecida contra um Barça individualmente mais fraco, mas coletivamente muito mais envolvente. Dificultar a aproximação do trio de ataque e não dar o lado de dentro para o drible e o consequente chute mortal é uma missão complicada, principalmente com a opção de ir para ponta e cruzar para o centroavante, emulada com o advento de Suárez no Barcelona.


Mas lembrando da semifinal de 2009/2010, Thiago Motta e Cambiasso fizeram uma dupla proteção da zaga, Stankovic guardou o lado esquerdo da defesa e Sneijder se posicionou entre os três meio-campistas catalães. Eto’o segurou o lado de Abidal e explorou o lado de que zagueiro? Sim, o mesmo Piqué que terá dificuldades com Tévez. Tudo isso para que a bola chegasse com o mínimo de qualidade aos homens de frente.


Além disso, a Inter congestionou o meio sem ficar desatento quanto aos lados do campo. A diferença é que ela possuía um desafogo vindo de trás – Maicon em sua melhor fase – coisa que a Juve – com Evra e Lichtsteiner – não tem.


As chances da Juventus aumentam se levarmos em conta o time mais descansado, com a moral elevada e com o dopping emocional de ouvir que Bayern x Barça foi a final antecipada da Champions, que é só uma questão de tempo para o time catalão ser campeão.


Meu palpite? 1×0 Juventus, num gol feio de Tévez depois de um desvio de cabeça de Morata. Um daqueles gols improváveis, num resultado improvável. Buffon merece ser campeão da Champions League!

 
 
 

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