Sobre Barcelona 3×1 Juventus
- João Paulo Guma
- 7 de jun. de 2015
- 3 min de leitura

Ainda em tempo, sobre a final da Uefa Champions League
1 – Quando eu disse que ia dar Juve, falei baseado no encaixe tático que um grande treinador poderia realizar para anular as melhores peças e/ou jogadas catalãs, como a marcação individual em Iniesta – que originou o primeiro gol -, congestionamento da frente da área – que dificultaria o segundo gol e evitaria o terceiro, tomado num contra-ataque provocado pelo resultado desfavorável -, mas a equipe de Turim não tem um bom técnico.
2 – Tudo bem, a tentativa de encaixe foi feita, com Paul Pogba batendo de frente com Ivan Rakitić e Arturo Vidal com Iniesta. A questão é que o encaixe deveria ser feito por zona em relação ao primeiro e individualmente em relação ao segundo. Percebe-se facilmente o momento em que Iniesta desgarra de Vidal para dar a assistência para Rakitić – acompanhado por Pogba – no primeiro gol do jogo. O problema é que Andrea Pirlo ficou encaixotado num bolsão onde ele não pode ser tão útil como deveria e facilitou o trabalho de Sergio Busquets. O Barcelona sempre teve a bola nos pés e os contra-ataques da equipe de Turim só funcionaram no segundo tempo.
3 – A tentativa ofensiva da Juventus com seus dois atacantes foi acertada, tanto que gerou um gol baseado em algo que eu já havia antecipado. Tévez – atacante mais ágil – caindo pelo lado de Gerard Piqué – zagueiro mais lento – enquanto Alvaro Morata – atacante mais alto e oportunista – se posicionando entre Javier Mascherano – zagueiro mais baixo – e Dani Alves – que um dia dará nome a alguma avenida em Barcelona – e aproveitando esse espaço. Gol: jogada de Tévez, rebote sobrando para Morata entre Mascherano e Alves.
4 – Gianluigi Buffon e Leo Messi podem ser considerados como o melhor goleiro e o melhor jogador, respectivamente, da história do futebol moderno. Na final, onde não encontramos Messi – que por conta do posicionamento adversário teve de fugir de seu novo habitat natural -, Gigi fez uma partida espetacular, deixando a Juve viva até os últimos minutos. Está sendo difícil, entretanto, viver num mundo onde Doulgas (ex-São Paulo) é campeão europeu e Buffon, não.
5 – Neymar Jr. pode sim ser considerado o terceiro melhor jogador da temporada. Ao meu ver a briga dele é com Eden Hazard – melhor jogador da Premier League – e Carlos Tévez – disparado o melhor jogador da Serie A. Por mais defeitos que tenha, trata-se de um garoto talentoso jogando ao lado de outros jogadores talentosos e se impondo. É referência no Barça, abaixo apenas do insuperável Messi.
6 – Xavi Hernandez não merecia um desfecho melhor em sua história de jogador blaugrana. É o melhor jogador espanhol de todos os tempos. Poderá ser superado por Andres Iniesta, mas é o símbolo maior do Barcelona – nascido na própria Catalunha – e de uma geração espanhola que começou a se apagar em 2014 e provavelmente não faça nenhuma frente na Uefa Euro 2016.
7 – Valente foi a Juve. Todo time italiano é. Basta sentir o cheiro de sangue que são ferozes na luta. A questão é que do outro lado há aquele que pode se tornar o trio de ataque mais fenomenal da história do futebol. Grande jogo, grande final!








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