Precisamos conversar sobre futebol feminino e "machismo"
- João Paulo Guma
- 25 de jun. de 2015
- 2 min de leitura

Quem me acompanha sabe que as feministas me odeiam.
Óbvio, como suportar quem não engole a receita pronta que é o conceito de machismo – unilateral e coitadista – que é a base da luta por algo que é sim válido, mas feita da forma incorreta?
Mas não é disso que quero falar, é de futebol.
A verdade é que pouca gente liga para o futebol jogado pelas mulheres por um só motivo: qualquer campeonato de pelada de pinguços de Maranguape I é mais interessante que a Copa do Mundo de futebol feminino.
A culpa não é de delas, é um processo cultural-biológico.
Há um abismo técnico-físico entre o pior do futebol jogado pelos homens e o melhor jogado pelas mulheres. Não tem nada a ver com sexismo, visto que o futebol de hoje em dia, mesmo o praticado por homens, quase sempre desagrada, pois tornou-se derivado da força, perdeu-se a magia, não é todo dia que vemos um Barcelona, com 4, 5 jogadores com um talento desproporcional.
Físico pelo físico, cultural por não termos um futebol realmente profissional no Brasil. Na Suécia, Noruega, Estados Unidos, sim. Aqui não. E se o Luciano do Valle vivo estivesse, poderia depor a meu favor dizendo o quanto eu já defendi o futebol feminino aqui em Pernambuco.
O problema pra elas é que a aritmética é foda!
Os espaços são enormes, parecem os jogos dos anos 50. As goleiras tomam gols ridículos o tempo todo, as garotas não sabem dobrar os joelhos enquanto driblam, nem têm coragem de bater peito com peito – o que entre os homens seria bater colhões com colhões – o que enfraquece a disputa, deixa o esporte mais chato do que já se tornou com os homens.
Além do mais, um bom time sempre goleia um time ruim no futebol delas. Definitivamente não é competitivo e legal de se ver. Além do mais, nem temos a melhor jogadora, muito menos a melhor seleção do mundo. Nem no momento, nem na história.
E vá por mim, se o brasileiro ligasse mesmo pro futebol, a turma tinha apanhado dentro de campo depois do 7×1. Muita coisa teria mudado e não seríamos essa seleção encurralada, que joga com medo de perder como hoje em dia.








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