A megalomania da torcida pode atrapalhar o Sport
- João Paulo Guma
- 9 de jul. de 2015
- 2 min de leitura

Cresci em meio de tricolores e rubro-negros. Sei bem o quanto os torcedores do Sport consideram-se superiores aos outros, talvez com certa razão. Isso, porém, não pode atrapalhar os planos do Leão para a sequência do Brasileirão.
Começar em destaque, liderando, e ser o último a perder a invencibilidade é algo que todo treinador quer. Porém, para quem é obrigado – pela falta de profundidade do plantel – a ter um objetivo um pouco mais modesto, isso pode se tornar um problema.
Ainda mais quando esse o time é o Sport, que tem na megalomania – emulada pelo título brasileiro de 1987 e, mais recentemente, da Copa do Brasil de 2008 – a marca de sua torcida. Esse torcedor será incapaz de ver uma posição final abaixo da linha da Libertadores como não sendo um fracasso.
Uma sequência de duas ou três derrotas poderá mudar radicalmente o clima dentro dos vestiários. O clima entre torcida e jogadores, sobretudo.
Sejamos francos e realistas, num campeonato de 38 rodadas o banco de reservas sempre fala mais alto. Como equipe inicial, o Sport tem condições de lutar pela vaga na Libertadores, principalmente se o Inter for campeão continental, subir de produção ao ponto de ficar entre os quatro primeiros e algum dos outros três ponteiros vencer a Copa do Brasil.
Para o atual grupo e espírito do rubro-negro, a aposta na Copa do Brasil ou Sul-americana não seria uma má estratégia. É exatamente o tipo de competição que o Sport pode vencer aproveitando o bom momento coletivo e individual da equipe.
E a torcida tem de estar em sinergia com o time. Caso contrário, a ladeira pode ficar mais íngreme e os desaires da Copa do Nordeste e Campeonato Pernambucano podem se repetir.








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