Parreira é contra a vinda de Guardiola e inimigo do futebol brasileiro
- João Paulo Guma
- 10 de jul. de 2015
- 2 min de leitura

Ao se pronunciar contra a vinda Guardiola – que é, senão o melhor, o treinador que faz seus times jogarem mais próximos do conceito de Seleção Brasileira –, Carlos Alberto Parreira não só demonstra ignorância, como também desonestidade.
Tive o desprazer de participar de um curso para treinadores ele. Trata-se de um arrogante ultrapassado, de rabo preso com o conservadorismo sanguessuga – ideológico e futebolístico – que afundou o nosso futebol. E que cobra caro para ensinar bobagens.
O autor do livro “Formando Equipes Vencedoras” – vocês entenderão a piada – usou um velho argumento para justificar sua opinião: “Uma coisa é dirigir o Barcelona, que só tem craque, tem recurso. Outra é no futebol brasileiro”. Balela! Uma coisa é dirigir o Barcelona, outra é ter em mãos uma geração brilhante como a de 2006, não transformá-la numa equipe e perder a Copa para um time de um jogador só, como a França.
Além de clichê, esse argumento só faria sentido se a noção de treinador da Seleção fosse conceituada meramente como “um profissional que observa, convoca e escala jogadores de mês em mês”. Talvez tenha sido isso que Parreira fez durante suas duas passagens.
Diferente do que o único treinador a ser demitido durante uma Copa pensa, faz parte das missões de um técnico de seleção observar e coordenar toda a estrutura das seleções. Estabelecer metas e auxiliar, inclusive, em questões relacionadas à Liga. Principalmente sendo estrangeiro e podendo oxigenar o debate para a modernização do futebol local.
O problema é que sua soberba esquizofrênica (que nunca venceu um jogo sequer em Copas comandando uma seleção que não fosse a brasileira – inclusive sendo o único que foi desclassificado dirigindo uma anfitriã) nada mais é do que medo do profissionalismo, da ameaça do fim do provincianismo que mazela nosso esporte e dá voz a pessoas como ele.
O 7×1 combina mais com a personalidade e o currículo de Parreira do que com o de Scolari. E que todos tenham um dia a noção que fomos campeões em 1994 apesar e não graças ao treinador da ocasião.








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