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O último galáctico

  • João Paulo Guma
  • 13 de jul. de 2015
  • 1 min de leitura

Num desses eventos que tiram boa parte do charme do futebol, o Real Madrid praticamente exilou Iker Casillas, o último remanescente dos Galácticos. Justamente aquele que possuía mais identificação com o clube.


A constante fritura por parte dos treinadores e dirigentes do Real foi um dos maiores crimes registrados na história do futebol moderno. É como ver Totti sendo desvalorizado na Roma ou Rogério Ceni no São Paulo. Eles são mais que jogadores, são bandeiras da equipe. São a resistência ao modelo pasteurizado do futebol, com muito pseudoprofissionalismo e pouco amor pela camisa.


Mas lembrando dos Galácticos – um time mais conhecido pelo número de grandes craques do que pelos títulos – Iker pode ser considerado na história como do mesmo tamanho de seus ex-companheiros Roberto Carlos, Zidane, Figo, Beckham e Ronaldo. Mais vencedor do que todos eles, o agora ex-goleiro merengue é. Campeão de tudo.


Com todo respeito ao bicampeão europeu, o Porto não é lugar para Casillas. Seu lugar é no Real, treinando com seus companheiros no Estádio Di Stéfano, aguardando a construção de alguma nova dependência, batizada com o seu nome, o do segundo maior jogador da história do clube.


A emoção desse momento é que deveria ser o motivo de seu choro.

 
 
 

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