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E se Eduardo Cunha fosse da CBF?

  • João Paulo Guma
  • 18 de jul. de 2015
  • 1 min de leitura

Esqueçam os advogados do Fluminense, amigos! Esqueçam o termo “tapetão”! Temos agora Eduardo Cunha, o mais novo rei dessa manobra tão brasileira, que deveria ser rebatizada para “cunhão”.


Imaginem a fonética belíssima que se apresentará quando – num futuro completamente inevitável – alguém disser: “O Fluminense ganhou no cunhão!”


Rapaz, isso é coisa de macho!


E como faltou macho naquele 7×1 pra Alemanha… E como faltou um Eduardo Cunha e sua aglutinatividade (êta, palavra de macho difícil de dizer) para jogarmos novamente a partida – na madrugada daquela mesma data – e ganharmos nos moldes do nosso anti-herói: o jogo só acaba quando ele vence!


Seríamos campeões mundiais e, diante da nossa incontestável superioridade, ganharíamos uma nova taça, com dois cunhões – rostos do grande Eduardo Cunha – no lugar da bola da atual taça, apoiados por uma Bíblia. O Brasil estaria no topo do mundo outra vez. E sob o comando do Senhor.


Mas não, em 2014 o povo do Rio de Janeiro decidiu dar mais um mandato ao senhor em questão, que decidiu cunhar no Congresso Nacional aquilo que ele bem entender. Pois ele, hoje, está para o Brasil na política tal como o Brasil esteve para o mundo, tempos atrás, no futebol.


A única diferença é que dentro do campo de futebol quase todos, ao seu humilde modo, são heróis. Na política, está cada vez mais difícil encontrar quem não seja vilão.

 
 
 

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